domingo, 29 de agosto de 2010

falar pelos cotovelos

© 2010 *FotobyVarvar
O diálogo é um poderoso exercício à paciência, à capacidade de compreensão e controle, mas sobretudo, ao silêncio. Perder boas oportunidades para estar calado é irreversível As palavras conjugadas são valentes armas de expressão, mas a verdade é que dizem menos do que comportamentos. Qualquer conversa, não é feita só de palavras e de um conjunto de "regras de etiqueta para diálogos eficazes".
Conseguir intervir sem interromper dá muito jeito, principalmente quando não se tem nada a dizer ou quando o que se tem a dizer é melhor não ser dito. A expressão verbal é mais forte quando todo o corpo está de acordo com que falamos. E mesmo o silêncio adequa-se mais ao diálogo quando se dá a sensação de que estamos realmente a ouvir, mesmo quando não estamos. 

O jogo de expressão e reacção, para quem apenas observa, pode ser um valioso instrumento de avaliação das pessoas, que mesmo caladas, comunicam. 


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cansada de escrever à flor do que vou sentindo, do que me vai fazendo sentido, crio hoje uma nova forma de conduzir toda esta sede de escrever a um novo universo.
Um universo muito menos meu, mas mais eu com os outros e com o mundo.
Trarei aqui percepções, críticas, notícias...e tudo o resto que me apeteça verbalizar e que seja desadequado ao outro blogue, o que não implica que seja propriamente adequado a este. Porém, como sou além do mais perfeccionista, algo que me agrada bastante é não misturar os alhos com os bugalhos. 
E assim, passados quatro anos da criação do meu primeiro blogue e depois de muito pensar sobre um certo melodramatismo que o caracteriza, assumi que precisava de alguma coisa diferente.

Por isso criei o no-mi-art. Um blogue mais descontraído, menos apegado à poesia, à  (des)métrica, mais extrospectivo, uma ode urbana e despreocupada a todas as formas de arte que aprecio. 
Como não sei bem o que é a arte, talvez por não vive-la intensamente como o verdadeiro artista, espero conseguir transmiti-las, crescendo, à medida que escrevo.